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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Castração uma forma saudável de diminuir a população canina


O Brasil possui 33 milhões de cães esta é a segunda maior população canina do mundo, perde apenas para os Estados Unidos. Eles estão em quase metade das casas brasileiras (44%). Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Proteção aos Animais do Brasil (IPAB), mostra que só a cidade de São Paulo possui cerca de 1,3 milhões de cães, o equivalente a um por oito habitantes.

A população canina aumenta a cada dia e de uma forma descontrolada. Pois nem todos os cães que nascem ganham um lar e um dono e acaba indo parar nas ruas. Os cães abandonados, além de sofrerem profundamente a rejeição, rapidamente contraem doenças, inclusive com prejuízo para a saúde pública. Sem falar que muitos animais são cruelmente sacrificados.

Então para evitar o nascimento de tantos animais e todos os outros problemas como o abandono os médicos veterinários indicam a castração como uma saída importante para solucionar a procriação indesejada e diminuir a população.

A castração é um método que tem diversos benefícios. Um dos mais importantes é para o controle populacional de cães, como já foi citado antes e também muitas vezes serve até para tentar mudar o estereotipo do animal. Como por exemplo, o cão tem o hábito de levantar as patinhas para fazer xixi, mas se ele for castrado antes dos quatros meses ele não terá esse habito. Isso favorece os donos de cães de apartamento, pois assim eles não vão urinar nos móveis.

Segundo o médico veterinário Evanói Alexandre Nogueira a castração é uma cirurgia que pode ser realizada em machos e fêmeas, de qualquer idade sob anestesia geral, intravenoso, ou seja, na veia, ou a anestesia geral inalátoria que é feita através de uma máscara com gazes anestésicos. A castração impede a procriação e a ocorrência do cio. Na cadela retiram-se os ovários e útero e no cão, os testículos.

• Evita a superpopulação.
• Evitar ninhadas indesejadas;
• Vida saudável: depois de castrados, os machos têm menor probabilidade de desenvolver problemas de próstata e tumores.
• Já as fêmeas se forem castradas antes do primeiro cio elas terão apenas 0,5 por cento o risco de desenvolver tumores mamários e nos ovários. Elas também passam a ter uma longevidade maior do que as não castradas.
• Melhora o comportamento: eles tornam-se mais comportados e tranqüilos;
• Auxilia a convivência em casa: a castração ajuda o treinamento para urinar no local correto, e em fêmeas elimina o sangramento ocorrido no cio;
• Diminui o odor da urina;

Segundo Nogueira após a cirurgia não tem nenhuma complicação. Basta só que os proprietários sigam as recomendações dos cuidados que se deve ter no pós operatório.Como por exemplo, fazer a limpeza duas vezes por dia na cicatriz e dar a medicação corretamente se caso indicado.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Seu cão é um ser vivo e merece respeito e cuidados

O primeiro cuidado, e o mais importante, têm a ver com a decisão de ter um cão. É sempre bom lembrar que o cão não é um objeto é uma criatura com sentimentos e que precisa ser tratada com respeito e amor.
Eles são muito afetuosos e profundamente leais, e assim como os humanos eles sabem distinguirem o que sofrem, afetivamente, o descaso, os maus tratos, a violência.
O cão é dos os animais domésticos que convivem com o ser humano há mais tempo, com isso perdeu quase todas as suas habilidades que lhe garantiam segurança e sobrevivência selvagem tornando-se muito dependente do homem. Devido essa dependência e também por tratar-se de um ser vivo é que na hora de decidir ter um cão tem que se pensar muito bem antes de levá-lo para casa.
Quando decidir ter um cão, especialmente se não tem experiências anteriores, é preciso informar-se a respeito do tamanho, peso que terá ao ficar adulto, ou se já é adulto, se terá o espaço de que necessita. Outra coisa muito importante é conhecer melhor a raça que escolheu, por exemplo, a origem, as características, pelagem, grupo e etc, assim evitarão constrangimentos mais tarde.
Feito todas essas observações é hora de checar as primeiras providências a serem tomadas com relação à saúde do animal. E como na medicina humana presa pela prevenção das doenças, na medicina veterinária não é diferente e o passo mais importante é manter o animal vacinado e longe de qualquer parasita.
Veja as principais vacinas obrigatórias que cães filhotes e adultos precisam tomar: As dicas são do veterinário Evanói Alexandre Nogueira.


Polivalente: segundo o veterinário Evanói Alexandre Nogueira essa vacina dependendo da qualidade da mesma pode prevenir contra 8 a dez doenças.
Vacina contra Gripe Canina: Com a chegada do frio, aumentam as chances do seu cão contrair a gripe canina, uma doença infecto-contagiosa que pode acometer filhotes e adultos.
Vacina contra Giardíase: a giárdia é causada por um protozoário. Com a vacina, o animal pode até se infectar, mas não desenvolve a doença nem contamina o ambiente.
Vacina anti-rábica: A raiva canina é uma doença presente em quase todo o mundo e tem como causa o vírus da raiva. A raiva não afeta apenas os cães, e pode ser transmitida aos humanos por meio da saliva do animal, causando quase 100% de morte após o contágio
Veja a seguir algumas doenças que são evitadas com a vacinação, e os seus sintomas. As informações são do veterinário Evanói Noqueira que também deixa um alerta. “É bom lembrar que qualquer sinal de desconforto no cão leve- o a um médico veterinário, somente ele é capaz de diagnosticar e tratar uma doença”, diz.

CINOMOSE: um vírus que causa inicialmente diarréia, vômito e falta de apetite. Quando evolui para o pulmão, pode causar pneumonia. A última etapa é a fase neurológica, que causa convulsões e alterações neurológicas, como tiques e espasmos. Pode ser fatal
HEPATITE: Enfermidade infectocontagiosa aguda, causada por vírus resistente ao éter, álcool, clorofórmio e sensível ao formol e calor. Período de encubação: 4 a 9 dias. Entre os sintomas estão vômito, diarréia e aspecto amarelada na pele, na mucosa da boca e nos olhos. Animais jovens: morte súbita sem nenhum sinal clínico.
LEPTOSPIROSE: Doença infecciosa grave que atinge os homens e os animais, sendo causada por uma bactéria a Leptospira sp presente na urina dos ratos e camundongos. Os sintomas são emagrecimento, vômito e diarréia. A urina pode ficar mais escura
PARAINFLUENZA: Tosse persistente, e às vezes associado à pneumonia. Esta doença é chamada tosse de canis.
PARVOVIROSE: Doença de cães seria e altamente contagiosa. Um vírus que causa crises de diarréia e de vômito muito intensas, com perda de sangue. Como destrói agressivamente a camada interna do intestino, os animais desidratam e acabam morrendo rapidamente. Os sintomas mais comuns são de morte súbita quando atinge o sistema cardíaco, os outros são vômitos, diarréias e desidratações.
CORONAVIROSE: Doença viral, com um quadro semelhante à Parvovirose.
GIÁRDIA: Ela pode ser transmitida do animal para o homem e vice-versa. Pode ser contraída por ingestão de água contaminada ou por meio de contato com as fezes de outro cão ou gato. Os sintomas são infecção gástrica e de intestino, vômito e diarréia.
RAIVA: A vacina contra a doença é exigida por lei. Todo animal precisa tomar anualmente. Primeira dose: a partir dos quatro meses de vida. Reposição: todos os anos. A vacinação anti-rábica ocorre todos os anos nos meses de abril e maio fique atento.
Além das vacinas citadas acima é preciso também fazer a vermifugação dos animalzinho. Pois os vermes causam vários problemas á saúde dos cães. Entre eles falta de apetite, atraso no crescimento, perda de peso e fraqueza, diarréia, vômito, e até morte dos animais, principalmente filhotes, em casos mais severos.
Em seguida segue algumas dicas do médico veterinário Dr. Evanói Alexandre Nogueira do hospital veterinário São Francisco De Assis.
Quando dar o vermífugo?
De acordo com o medico a maneira ideal de vermífugação inicia-se a partir dos 40 dias após o nascimento do cachorro e repetida pelo menos a cada seis meses.
Nas primeiras vermifugações, quando o filhote ainda se encontra junto a mãe, deve-se vermifugar a mãe para evitar reinfestações. Os cachorros adultos devem tomar o remédio pelo menos 2 vezes ao ano ou conforme orientação do veterinário.O ideal é que quando filhote, o cachorro seja vermifugado 4 vezes por ano, e quando adulto, 2 vezes por ano.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Como cuidar dos nossos “amigos peludos” na “melhor idade”?

Antigamente os cães viviam no máximo 10 ou 11 anos. Segundo especialista isso acontecia porque os animais só comiam um tipo de ração, não eram vacinados e não iam ao veterinário regulamente. Mas hoje em dia, com o avanço da medicina veterinária, alimentação, e vacinas em dia é possível prolongar a expectativa de vida dos animais domésticos seja através da prevenção ou até mesmo do diagnóstico precoce de doenças graves.

“Hoje um cão de pequeno porte pesando até 10 quilos, por exemplo, consegue viver tranquilamente até 20 anos”, diz o medico veterinário Evanói Nogueira. Mas para que seu pet possa atingir essa idade é preciso uma atenção redobrada.
Exatamente o que tem feito a professora Shirley Bugamam, com seu cachorrinho de estimação o Poodle branco que atende pelo nome de kiko. Dona Shirley comprou o filhotinho em 2008 e a partir daquele dia ele passou a ser o ”bebezinho” da casa.

KIKO
Hoje com 12 anos de idade Kiko que faz parte da população da “melhor idade” foi poucas vezes ao veterinário e continua saudável, graças aos cuidados que recebeu durante todo o tempo de vida. Segundo a proprietária o sucesso da saúde e da longevidade do seu animalzinho está na alimentação adequada que sempre teve e porque ele tomou todas as vacinas necessárias para prevenir das doenças. Com orgulho dona Shirley mostra os cartões de vacina e fala que o Kiko continua tomando as doses anuais obrigatórias.

Quando perguntada o que o Kiko representa para a família a professora responde sem rodeios: “Aqui em casa todos os que chegam a primeira coisa que perguntam é pelo cachorro, e as vezes ele vai ao pet shop, na casa da minha mãe, mas a gente vai logo buscar. A primeira preocupação é sempre com o Kiko”.






Elétrico, esperto, carinhoso, adora passear e sempre atento a todos os movimentos na rua, esses são alguns adjetivos do Ringo, um Poodle de 11 anos. Ele é o xodó do Engenheiro João Moreira e mais um exemplo de que um cachorro quando bem cuidado pode sim chegar a fase adulta com muita saúde. “O Ringo tem uma alimentação balanceada, faz visitas periódicas ao veterinário, e tomou todas as vacinas obrigatórias e continua tomando as doses de reforços anuais” ,comenta o engenheiro.
RINGOA partir dos 7 anos de idade o cão é considerado idoso e nesta fase, o animal fica mais dependente de seu dono e precisa de cuidados especiais para garantir um fim de vida mais saudável e feliz.
Assim como nos seres os humanos, os cães também na velhice começam a desenvolver algumas doenças típicas da idade. Como por exemplo, problemas nas articulações, catarata, perda dos dentes, preguiça, lentidão, problemas na coluna, insuficiência renal. Outras doenças que atacam os animais idosos são a pneumonia – causada principalmente com o clima frio- além dessas enfermidades existem varias outras como: cardíacas, câncer, diabete e até enfraquecimento na pelagem.

Além dessas alterações físicas ocorrem também as comportamentais. “Com o tempo ele fica mais quentinho não quer brincar mais, passam a dormir mais horas do dia e até começa a latir para a parede, mas isso é normal”, tranqüiliza Nogueira.

Para garantir uma qualidade de vida aos animais da “melhor idade”, o veterinário recomenda uma alimentação de boa qualidade, vacinas e avaliações clinicas a cada seis meses, além de todo amor e carinho, é claro. Existem também vitaminas para os animais idosos. Mas é importante que o proprietário procure orientação de um veterinário que o auxilie na dosagem certa desses suplementos.

Outro ponto de atenção especial para os animais velhinhos é sobre a higiene da boca. A limpeza bucal é recomendada a cada seis meses. “O tártaro é uma porta de entrada de infecção e bactérias para todo o organismo do animal”, explica Nogueira.

Ao adquirir um animal, é preciso analisar as condições de mantê-lo, o espaço disponível para criá-lo, é necessário assumir os gastos com vacinas e demais deveres. No envelhecimento esse mesmo cuidado não é diferente, e pelo contrario, talvez até maior, pois nesta fase os amigos “peludos” são mais dependentes dos donos, ficam mais sensíveis, e nesta hora que é fundamental manter a mesma responsabilidade, o mesmo carinho, o mesmo amor. Afinal ele te deu tantas alegrias durante muitos anos, agora essa atenção é mais do que merecida e não está sendo nenhum favor e sim uma obrigação.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Obesidade Canina

Hoje em dia, a obesidade canina é um problema grave nos animais, principalmente aqueles que vivem em apartamento e cães de pessoas idosas. Pelo simples fato deles não se movimentar muito, não sair para andar e comer além do indicado.

É perceptível a obesidade nos cães, “pois eles ficam quadradinhos parece uma mesinha” brinca o médico veterinário Evanói Nogueira. Uma das principais causas da obesidade é que muitas vezes os donos dão mais comida do que o animal precisa. Para Evanói um cão de três anos, por exemplo, pesando quatro quilos teria que comer somente 235 gramas de ração por dia e essa quantidade de alimento possui os nutrientes que ele precisa para manter o organismo bem durante todo aquele dia.


Por isso uma das recomendações é sempre olhar no rotulo da embalagem a quantidade indicada a ser dada, pois nela tem quantidade de proteína e vitaminas necessária. Outra coisa que vem aumentando os quilinhos de nossos amiguinhos de quatro patas são os famosos petiscos, e muitas vezes os donos pensando que está fazendo o bem para o animal, acabam cometendo um grave erro. Pois os petiscos ajudam cão aumentar o peso desnecessariamente e com isso eles adquirirem varias doenças. Para evitar esse problema os veterinários recomendam dar a ração na dose certa, não dar petiscos e nem comida caseira.





Muitas vezes o dono não se preocupa com o peso de seu animalzinho de estimação e acaba achando até bonitinho ele gordinho e não o leva ao veterinário. Mas o que o dono não imagina é que o cão está correndo perigo de vida com o fator peso e isso pode influenciar no aparecimento de varias doenças. Como por exemplo, a articulação.



Assim como os humanos, cães também podem apresentar problemas como artrite, artrose e inflamações nas articulações. Os primeiros sintomas podem se manifestar como tremores dos membros, dores fortes, desconfortos, estalos, além do cão mancar durante as caminhadas. Outros sinais são dificuldade para subir, pular e se locomover.

Foi justamente durante as caminhadas que a aposentada Marlene de Souza percebeu que seu cachorrinho de nome Tor, da raça Yorkshire estava com problema de obesidade. “Antes ele andava bem, não tinha problema de cansaço e nem de respiração, mas depois que ele começou a engordar a respiração passou a ser ofegante e ele não conseguia mais caminhar como antes, foi ai que percebi que ele estava com problema de obesidade.”, diz a aposentada.

Tor tem 9 anos e pesa 6,7 kg. O peso normal de um cachorro da raça dele (Yorkshire) é de 3,5 kg. Mas Dona Marlene reclama que não foi avisada pelos veterinários que seu cão estava acima do peso, uma vez que ela leva-o regularmente ao médico. Segundo a aposentada se os médicos tivessem alertado- a do problema ela teria impedido que seu cachorrinho adquirisse os quilinhos indesejados e as doenças que desenvolveram logo depois. “Antes de perceber o problema eu dava ele bifinhos de cão, ossinhos e chocolate. Hoje ele não pode comer nada disso mais”, lembra.


“Há quatro anos eu vem tentando resolver o problema de obesidade dele, mas infelizmente ainda não obtive um bom resultado. O fato de ele ter o problema de coração complicou o tratamento para perder peso, pois não posso dar a ração especifica para obesidade, pois a mesma contém muito sal, e isso prejudica o coraçãozinho dele”, explica Marlene.
Acostumado com petiscos, biscoitinhos e até chocolate, Tor teve que mudar o hábito alimentar. Agora sua alimentação é bem diferente e rigorosa, pois ele só pode comer 75 gramas de ração por dia e nada mais. Mas segundo a proprietária ele tem “reclamado” muito. “Ele fica 24 horas pedindo comida, chora toda hora. Eu dou a quantia indicada, mas ele não se conforma", diz.


Como se não bastasse o problema da obesidade o cão tem problema de coração e coluna adquiridos depois que engordou. E desde Novembro do ano passado ele vem fazendo tratamento diário para ambas as doenças. Para o problema de coração ele toma medicamentos prescrevidos pelo médico veterinário, e para dor na coluna Tor faz acupuntura também com acompanhamento médico.


Obesidade tem tratamento, mas o melhor remédio é previne-la

O primeiro e principal cuidado é com a alimentação, no mercado já existem rações especificas com baixa caloria para animais obesos. O segundo é fazer o animal praticar exercícios, ou seja, levá-lo para fazer caminhada, correr, pular e etc. Só não é recomendado medicamentos para diminuir o peso.
Outra ajuda vem das clinicas veterinárias, pois elas já oferecem um programa completo de tratamento para obesidade que inclui uma de dieta balanceada com exercícios específicos para cada tipo de animal. Chegando a clinica o animal passa por uma consulta acompanhada por uma serie de exames para saber quais as primeiras providencias a serem tomadas. “Com esse tratamento e usando as rações corretamente o animal se sente saciado, eles não sentem fome e começa a perder peso. Muitos animais conseguem diminuir até 30% do peso”, explica o veterinário.
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